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Quando a humanidade volta a escrever O email (do inglês electronic mail) foi um dos primeiros usos dados à Rede. Havia outros, claro, mas nenhum mexeu tanto com o dia-a-dia de tantos. É um sistema simples, que permite a qualquer um ligado à Internet enviar mensagens a qualquer outro. Um endereço típico de email é fulano@rits.org.br. (Em português lê-se fulano arroba rits ponto org ponto br; o símbolo @, no inglês, é lido at. Traduzindo, em, ou Fulano em rits.org.br.) O email trouxe de volta a correspondência escrita, quase assassinada pelo telefone, com um toque a mais: é instantâneo. Ao escrever uma mensagem é necessário preencher alguns campos. O Para (To), com o endereço do destinatário, o Assunto (Subject), com o tema da mensagem. O De (From), do remetente, é preenchido auto-maticamente. Existem ainda outros campos úteis. O CC (cópia carbono), por exemplo, que permite listar outros destinatários. Ou o BCC (Blind Carbon Copy, ou cópia às cegas), para destinatários invisíveis. Quem receber a mensagem não vai saber quem recebeu cópia em BCC. O uso do correio eletrônico e o tamanho da Rede trouxeram à tona um problema de comunicação iminentemente humano. Estamos num meio de massa que garante um bocado de anonimato. Protegidas, sem ter contato face-a-face com quem conversam, as pessoas reagem de todas as maneiras. Por um lado, é comum ver gente que parece se conhecer há anos, mas nunca se viu, nunca se ouviu. Por outro, é possível ser muito seco nos textos a ponto de parecer rude. |
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